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  • Foto do escritorAlexandre Barbosa

Não Adianta (Só) Saber


Parei de fumar!


Você deve estar pensando: “Que bom para você! Parabéns! “


Passei anos sabendo que não fazia bem para saúde, que poderia ter câncer, que várias pessoas morreram ou tiveram sérios problemas respiratórios por causa do fumo.

Lembro da mãe de um grande amigo que até falecer andava com aqueles cilindros de oxigênio para pode respirar.

Lembro desse amigo, depois da morte da sua mãe, falar comigo o tempo todo que eu deveria parar de fumar.

Continuei fumando por muitos anos e agora parei! Por que?


No trabalho, entre os amigos e mesmo na minha família, muitas vezes escuto frases do tipo:

Preciso começar a me exercitar, preciso diminuir a bebida alcoólica, preciso comer menos, preciso ter mais paciência, preciso gerenciar melhor o meu tempo, preciso voltar a estudar, preciso… preciso…


Percebo que todos sabemos o "porquê" por trás do “preciso”. Então, por que não mudamos, por que simplesmente deixamos de fazer, se sabemos?

No best-seller Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, Dr. Stephen Covey debate sobre paradigmas, o nosso modo, nossas lentes pelas quais vemos o mundo ao nosso redor. O mesmo princípio que inspirou Friedrich Nietzsche, em seu perspectivismo a escrever "não existem fatos, apenas interpretações”.


Assim como afetam como interpretamos o mundo, nossos paradigmas também afetam a forma como vemos a nós mesmos e, mais vezes do que gostaríamos, enxergamos a nós mesmos através de uma lente distorcida quanto à nossa capacidade de realizar, conseguir, fazer algo. Chamamos esses paradigmas de paradigmas limitantes.

Convencemos à nós mesmos que não somos capazes:

Isso é muito difícil. Não sou criativo. Não sei falar em público. Sou desafinado, não levo jeito para música. Tenho dificuldade de aprender um novo idioma. Nunca fui bom nisso, e assim por diante.


Muitos defendem que essas limitações são fatos, verdades absolutas e que as pessoas não possuem outra escolha a não ser continuar sendo o que são. Será?


Não acredito nisso! Possuímos quatro habilidades que só nós humanos possuímos e que nos habilitam a criar um espaço entre um estímulo que recebemos e a nossa resposta. Através da Autoconsciência, Consciência, Imaginação e Vontade Independente construímos nossa capacidade de escolher.

“…essa capacidade de escolha significa que não somos apenas um produto de nosso passado ou de nossos genes; não somos o resultado do tratamento que recebemos de outras pessoas. Sem dúvida elas nos influenciam, mas elas não nos determinam. Nós nos determinamos por meio de nossas escolhas.” - Stephen Covey


Talvez, nesse ponto do artigo você esteja com raiva de mim, pensando que é muito fácil escrever sobre mudar seus paradigmas para fazer as escolhas, hoje, que definirão em quem você se tornará no futuro.


Você está certo! Na prática não é nada fácil!

Mas isso não muda os princípios que estamos debatendo aqui. Só a partir das suas escolhas você se tornará quem você deseja.


Escolha! Decida! Elimine as palavras "preciso", "tenho que"... Ao invés disso, use “eu escolho”.

Eu escolho começar a me exercitar, eu escolho diminuir a bebida alcoólica, eu escolho comer menos, eu escolho ter mais paciência, eu escolho gerenciar melhor o meu tempo, eu escolho voltar a estudar, eu escolho… eu escolho…


"Você não é produto das circunstâncias, você é produto das suas decisões - Viktor Frankl



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1 Comment


claudionvieira
Feb 17, 2023

Parabéns ! Ótimo artigo com chaves fundamentais para mudanças de hábitos e comportamentos.

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