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  • Foto do escritorAlexandre Barbosa

Marinha, SXSW e Ginni


Se você for no site oficial da SXSW ( https://www.sxsw.com/about/), a descrição da conferência já deixa sua mente borbulhando:

Um destino essencial para profissionais globais, o evento anual de março apresenta sessões, mostras de música e comédia, exibições de filmes, exposições, desenvolvimento profissional e uma variedade de oportunidades de networking.O SXSW prova que as descobertas mais inesperadas acontecem quando diversos assuntos e pessoas se juntam.

Dentre os incríveis oradores, estava Ginni Rometty, ex Chaiman e CEO da IBM, que a presidiu durante parte do tempo que trabalhei lá.

Ela falou sobre Leading with Good Power - Liderando com um bom poder - e pontuou uma das crenças mais profundas que tenho: Crescimento e conforto nunca funcionam juntos.


Semana passada, minha turma voltou ao Colégio Naval, em Angra dos Reis, para comemoramos 45 anos de entrada na Marinha. Revivemos momentos e pessoas que entraram nas nossas vidas em 1978.

Além de um final de semana em um excelente hotel na região, tivemos uma cerimônia emocionante com a presença de um grupo de alunos e parte da oficialidade do Colégio Naval, inclusive seu comandante.

A minha Turma é considerada um ícone na Marinha. Além dos 17 oficiais promovidos a posto de almirante (o número é normalmente bem menor que esse), durante suas carreiras meus amigos de Turma, realizaram coisas incríveis para a Marinha e para o Brasil.


De alguma forma, esses eventos se misturam para mim.

O encontro da minha Turma, ao longo do final de semana foi recheado de assuntos diversos, de experiências e sensações novas. O SXSW trouxe descobertas inesperadas e a Ginni Rometty fez tudo isso se conectar, pois crescimento e conforto nunca funcionam juntos.


Assim como o SXSW e os assuntos abordados por lá, a alta performance da Turma só pode se alcançada quando a gente se lança ou se expande para além da nossa zona de conforto.

Não há como crescer e se sentir confortável. O movimento se faz necessário para o crescimento e movimento depreende sair de onde está para um lugar que você desconhece e não tem certeza se vai dar certo.

Se você esperar a certeza do futuro, não se arriscar para fora da zona de conforto, o movimento não acontece, você não cresce!

A gente não começa a andar exatamente usando esse princípio? Qual a certeza que a criança tem que não vai cair ao mexer a perninha para frente? Nenhuma! E muitas vezes cai porque o movimento não dá certo e isso leva ao progresso, desenvolve a capacidade de andar nas duas pernas.


Também essa semana, Ozan Varol publicou um artigo sobre um assunto que não tem muito a ver com o nosso, mas esse trecho encaixa como uma luva:

Sempre haverá uma razão para continuar colorindo dentro das linhas que você desenhou para si mesmo. Vai ser agonizante deixar para trás o que se sente confortável para perseguir o que é desconfortável—e entrar no desconhecido, onde todas as coisas que nunca existiram são criadas.

Para perseguir o desconfortável e entrar nesse lugar onde todas as coisas são criadas, precisamos abandonar as certezas, explorar as possibilidades.


Escrevi, há muito tempo que a possibilidade é como um véu que encobre as grandes realizações. Através dela só conseguimos vislumbrar a tênue linha do contorno de algo que pode ser grandioso, mas não saberemos com certeza, até levantarmos esse véu, até explorarmos essa possibilidade, por mais desconfortável que seja.

Talvez, ou melhor, certamente, decisões equivocadas serão realizadas ao explorar alguma possibilidade, mas, pelo menos, poderemos afirmar que tentamos, que buscamos o crescimento, pois, sem dúvida, não há maior agonia do que a do poderia ter sido, poderia ter feito.


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